SEM DINHEIRO

Imaginem ir a um estádio sem levar nenhum centavo na carteira. Em um só cartão você tem o ingresso e dinheiro para consumo. Isso já é mais que uma realidade em muitos estádios ao redor do mundo.

O torcedor recebe um cartão personalizado onde ele pode inserir créditos, sejam eles para compra de ingressos ou para consumir dentro do estádio, desde o estacionamento até a camisa oficial do seu time. O sistema está ganhando cada vez mais estádios adeptos ao redor do mundo por ser extremamente eficiente, seguro e rápido.

A tecnologia é simples, em um cartão o torcedor coloca créditos em dinheiro. Esses créditos podem ser colocados pela internet antes dos eventos ou em muitos terminais espalhados pelo estádio. No final do jogo ou da temporada o torcedor pode pegar o dinheiro que não foi consumido de volta ou deixá-lo para usar em uma outra oportunidade.

O cartão ainda pode ser decorado com imagens, figuras dos times e logomarcas de patrocinadores. Hoje esses cartões já se tornaram um disputado souvenir

As vantagens são enormes tanto para o consumidores como para os gestores do estádios. O consumidor tem a disposição um serviço eficiente e cômodo, elevando naturalmente o gasto médio de cada um.

Claro que para o sistema funcionar a qualidade e variedade dos produtos oferecidos tem que ser muito boa.

NOVO PATAMAR DE PUBLICIDADE


Seguindo a tendência das arenas “vivas”, ou seja, arenas que mudam de cor, projetam imagens, piscam e interagem com o meio ambiente. A AmericanAirlines Arena, casa do Miami Heat, nos EUA, instalou um enorme painel MediaMesh.

MediaMesh é uma sistema patenteado, desenvolvido para transformar as fachadas de edificações em gigantes painéis. Por ser quase transparente, ter uma excelente visibilidadede diurna e noturna e por permitir que o painel siga a curvatura do prédio, o MediaMesh consegue uma ótima integração com a fachada da edificação sem prejudicar os traços arquitetonicos. 

O painel de 320 metros quadrados foi instalado na fachada oeste do prédio principal da AmericanAirlines Arena, localizado em frente ao porto de Miami e a movimentada Biscayne Boulevard. Segundo os executivos do Miame Heat, o MediaMesh será visto pelos 1.4 milhões de frequentadores anuais da arena, pelos mais de 3.8 milhões de passageiros de cruzeiros que descem no porto da cidade todos os anos e pelos 65 mil carros que passam pela Biscayne Boulevard diariamente.

O painel na AmericanAirlines Arena é uma inovadora plataforma de comunicação, capaz de gerar enormes oportunidades aos anunciantes e ainda consegue trazer um pouco da emoção do que ocorre no interior da arena para o lado de fora. O torcedor da equipe do Miami Heat também pode publicar mensagens no gigantesco painel via Twitter.

Certamente essa tecnologia vai colocar a publicidade dos espaços esportivos em um novo patamar, permitindo que cada arena crie a sua própria versão da nova-iorquina “Times Square”. 


O sensacional vídeo, a seguir, consegue passar um pouco da grandiosidade do painel e das inúmeras oportunidades que a tecnologia MediaMesh pode oferecer.




QUAL É O PAPEL DA POLÍCIA ?


As lamentáveis cenas que vimos no final do jogo Coritiba x Fluminense (06/12/09) no estádio Couto Pereira, me fizeram, mais uma vez, refletir sobre o papel da polícia nos jogos de futebol.

Será que é papel da polícia garantir a segurança dentro de um estádio de futebol? A minha opinião é não, mas a melhor definição do papel da polícia, escutei do Oficial de Segurança do Emirates Stadium (Arsenal F.C.)  Jhon Beattie. Segundo ele o pensamento inglês é que a Polícia deve garantir a ordem pública enquanto o clube deve garantir a segurança dos espectadores.

Todos os estádios ingleses têm a figura do Oficial de Segurança. Um profissional altamente gabaritado responsável pela a segurança dos espectadores do estádio. Não somente em relação a violência, mas também nas questões de incêndios, tumultos, bombas, tragédias, etc.

O Oficial de Segurança do estádio trabalha em parceria com os comandantes da polícia e do corpo de bombeiros, oficial de primeiro socorros, serviço de ambulância, operadores de câmeras de segurança, operadores de rádios do clube e da polícia,  visando o bem estar do torcedor. No interior do estádio a segurança fica a cargo de Comissários privados (stewards) altamente treinados e que atuam na prevenção de tumultos. 

Os Comissários são fundamentais para manter a segurança dos estádios ingleses. Eles são responsáveis por orientar o público, atuar em pequenos incêndios e tumultos, avisar qualquer movimentação diferente, prevenir invasões de campo,  controlar os acessos, não permitir a aglomeração nas áreas de circulação e escape, colocar em prática os planos de contingências e muitas outras importantes tarefas.

Outro ponto importante é que os comissários, normalmente são pessoas que conhecem os torcedores, sabem o seus comportamento e são capazes de prever suas reações. Os comissários, na sua maioria, são pessoas da comunidade.

O nível de segurança e organização dos estádios ingleses é tamanho que hoje os jogos de futebol acontecem sem nenhum tumulto com apenas um policial militar no interior do estádio, o comandante da polícia.

A polícia tem a responsabilidade de garantir a ordem pública somente no exterior dos estádios, ou seja, permitir que o torcedor saia e retorne a casa sem nenhum transtorno. Hoje em dia o torcedor britânico pode sair de casa com a sua família e ir a um estádio de futebol na certeza de que terão uma ótima experiência de entretenimento.

A experiência britânica mostra que um dos primeiros passos para se trazer a paz de volta aos estádios é substituir a segurança pública pela segurança privada altamente treinada para exercer tal função. 


DESCASO "HEXAGERADO"

Numa tarde que tinha tudo para ser somente de festa, foi marcada pela confusão, falta de respeito, empurra empurra, tumulto, cacetadas da polícia e uma longa fila para entrar no estádio do Maracanã.

Em um jogo onde só tinha uma torcida, os “responsáveis” pela organização do espetáculo deram mais uma vez um show de incompetência. Como se a ridícula fila na venda dos ingressos para a partida não bastasse, foi formada uma gigantesca fila também na entrada do jogo.

Fila essa que é o reflexo de como o torcedor é visto e tratado pelas as autoridades do futebol brasileiro. Ou seja, um “Zé Ninguém”, sem importância.  Como consequência o torcedor foi mais uma vez maltratado, humilhado, espremido, agredido e tratado pior que animal. 

Os fatos expõem erros e fragilidades gritantes na organização de um jogo de futebol no Brasil:

1 - Enxurrada de ingressos falsos: O ingresso do jogo chegava a ser uma falta de respeito, qualquer criança podia falsificar. Não existia nenhuma marca de segurança no ingresso,  o torcedor somente descobria que era falso quando passava na roleta. 

2 - Milhares de pessoas ao redor do estádio sem ingresso tentando “encontrar” uma maneira de ver o jogo: Milhares de pessoas sem ingresso ou com ingresso falso chegaram até as roletas. 

3 - Roletas eram muito frágeis, por diversas vezes as roletas pararam de funcionar devido ao grande volume de pessoas: Será que o número de torcedores no estádio não era previsto? 

4 - Polícia Militar organizando a fila na base da cacetada: Será que a função da Polícia Militar é organizar uma fila? Será que um policial recebe treinamento de como organizar uma fila? 

5 - Roleteiros e policiais orientando as pessoas a pularem as roletas defeituosas:  Por incrível que pareça, as roletas mesmo quando pararam de funcionar continuaram com as barreiras levantadas.

Como consequência além do enorme tumulto, muitas pessoas entraram sem ingressos, com ingressos falsos ou até com ingressos de outras partidas. O que gerou uma superlotação dentro do estádio.

Isso tudo poderia ser evitado se o torcedor fosse realmente o foco, se fossem tratados como consumidores. Se houvesse planejamento e principalmente se houvessem pessoas especializadas na organização e gestão do evento.

Os ingressos de jogos têm que possuir informações claras e ter diversas marcas contra a falsificação. Isso dificulta muito o trabalho dos falsificadores e possibilita que o torcedor facilmente identifique um ingresso falso.

Deve existir um anel de segurança, ao redor do estádio, fazendo uma triagem de quem possui ingresso. Dessa forma perto do estádio somente ficam as pessoas que realmente irão entrar no jogo

Todos as roletas devem ser testadas na véspera do jogo. Isso permite que seja feita a troca de roletas defeituosas.

A fila tem que ser organizada por profissionais treinados, com muito planejamento, prevenindo contra tumultos. Uma fila não pode ser organizada na base da pancada depois que a confusão já está formada. Local de Polícia Militar não é organizando fila de um evento privado.

Uma roleta de um estádio deve possuir um sistema de pane para quando ela parar de funcionar, o controle de entrada possa ser feito tranquilamente de forma manual. Para essa modalidade  funcionar, também é preciso que o ingresso tenha diversas marcas contra a falsificação, permitindo uma fácil averiguação dos roleteiros e impedindo a entrada de pessoas sem ingressos ou com ingressos falsos. Obviamente essa operação deve ser fiscalizada para que os ingressos recolidos não voltem para a mão de cambistas.

Como podem perceber tudo é um ciclo virtuoso, se todas as medidas forem tomadas o consumidor poderá entrar no estádio com tranquilidade e segurança. As medidas existem e são adotadas em muitos países. Mas, infelizmente, aqui no Brasil tudo sempre parece muito mais difícil. 

Até quando teremos que suportar esse descaso?

foto - O Globo / André Coelho

PROMOÇÃO - RAÇA, AMOR E PAIXÃO



MEDIEVAL TIMES



É sempre assim, chegado um grande jogo e a cena se repete. Pessoas dormindo na fila, tumulto, empurra empurra, confusão, etc. Ontem (02/12/09) na venda da sobra dos ingressos para o jogo Flamengo x Grêmio não foi diferente,  além de todos os ingredientes citados anteriormente ainda foram acrescentados, truculência, bombas de gás, spray de pimenta, balas de borracha, tropa de choque da polícia e até tiros para o alto.

Até quando nós torcedores seremos tratados piores que animais? (nenhum animal merece um tratamento como esse). Será que um consumidor, quando quer gastar o seu dinheiro, tem que passar por isso?  Seria preciso mesmo toda essa truculência, falta de organização e principalmente fila na venda desses ingressos? 

É difícil de se acreditar mas em pleno século 21, enfrentar uma fila por mais de 2 dias é a única maneira de se conseguir um ingresso. Parece até surreal, mas ainda temos que escutar pessoas colocando a culpa do tumulto no regulamento da competição.

O foco está errado. O dirigente de futebol se apega ao fator paixão e esquece que na verdade nós somos consumidores e devemos ser tratado com respeito, como todo consumidor. Existem inúmeras maneiras de se evitar aquela fila ridícula na bilheteria do Maracanã. Venda pela internet, venda de carnês para toda a temporada, sócio torcedor, distribuição de senhas, bilhetes papa fila, sorteios como é feito na Copa do Mundo, etc. Mas como o torcedor não é o foco, nada foi feito.

Foi arrecadado cerca R$ 150.000,00 (5.000 ingressos ao valor de R$ 30,00 cada) se levantássemos os custos dessa operação “medieval” (150 homens da PM, batalhão de choque, dezenas de viaturas, dezenas de balas de borracha, helicóptero da polícia, dezenas de bombas de efeito moral, orientadores truculentos, grades, bilheteiros, supervisor de bilheteria, toneladas de lixo e garrafas cheias de urina para recolher, pessoas atendidas em postos médicos, etc.) seguramente chegaríamos a conclusão que se gastou muito mais do que foi arrecadado. 

Se, pelo ponto de vista financeiro, a operação já foi de uma imbecilidade sem tamanho, imaginem se analisarmos tudo que o torcedor passou e sofreu.  Quantas pessoas que depois de virem as cenas de ontem, nunca mais voltarão a um estádio de futebol? Será que as imagens que estão circulando no mundo foi benéfica paras as entidades envolvidas? Será que teremos outro tumulto em uma próxima venda de ingressos para um decisão? Se nada for feito com certeza sim.


foto - O GLOBO / Cléber Júnior


PONTO TURÍSTICO


Seguindo a linha que um estádio é capaz de se tornar um dos principais pontos turísticos de uma cidade, Durban, na África do Sul, resolveu ir além.

O recém inaugurado Moses Mahiba será sede de 7 jogos da Copa do Mundo de 2010, incluindo uma das semi-finais. O novíssimo estádio poderá receber até 70.000 pessoas (54.000 lugares permanentes e 16.000 temporários) durante a Copa do Mundo e certamente será um dos principais pontos turísticos da cidade de Durban.

Para investir no potencial turístico foi instalado um bonde para levar turistas ao topo do arco de sustentação da cobertura do estádio. O bonde foi importado da Itália e tem capacidade para 25 pessoas por vez. 

O passeio levará até um deck localizado no ponto mais alto do arco de 350 metros, que percorre de um lado a outro do estádio. Os turistas mais aventureiros poderão fazer o trajeto a pé, subindo os 550 degraus do arco.

O turista poderá ver o gramado de um novo angulo e  terá uma bela vista da cidade. Além de ponto turístico o bonde será uma grande fonte de receitas.

CONVITE - UMA BELA JOGADA



Meu amigo João Henrique Areias está relançando o livro Uma Bela Jogada,com um capítulo inédito sobre a conquista do basquete do Flamengo.

O relançamento do livro será na próxima quinta-feira (03/12/09), às 19 horas, no Bar Desacato, Rua Conde de Bernadote, 26 - Leblon.



Nesta edição Areias conta todos os detalhes da sua trajetória a frente da equipe de basquete do Flamengo, que conquistou o bi-campeonato nacional em junho desse ano. Os personagens dessa experiência ao lado do Areias, estão presentes nesta edição. Pode-se destacar os depoimentos do treinador Paulo Chupeta, do ala do Flamengo e da seleção Jefferson e do supervisor André Guimarães.


O livro também apresenta relatos marcantes dos 20 anos de envolvimento de João Henrique Areias com o esporte. São apresentados os cases da Copa União de 87, Arena Petrobrás, Fla-Futebol, entre outros. Ao final de cada case, personalidades esportivas como Zico, Pelé, Juca Kfuri, Sávio e Junior, contam como foram as experiências adquiridas no envolvimento desses projetos.


Conto com a sua presença no evento. 

CORRIDA NO ESTÁDIO



Race of Champions (ROC) é um evento automobilístico, anual, que reune as maiores estrelas do automobilismo mundial. Michael Schumacher, Felipe Massa, Jean Alesi, Jenson Button, Jeff Gordon, Fernando Alonso e Colin McRae, são alguns dos pilotos que já disputaram o ROC. O evento consiste em uma corrida disputada homem a homem, com carros idênticos e em pistas coladas uma na outra.


O grande diferencial do evento é que a partir de 2004 começou a ser disputado nos principais estádios do mundo. A primeira praça esportiva a receber o ROC foi o Stade de France, que também recebeu as etapas de 2005 e 2006. Em 2007 e 2008 o Race of Champions passou pelo estádio de Wembley. Em 2009 o evento ocorreu no estádio Ninho de Passáro na China.

O sucesso da mistura entre carros e estádios foi tão grande que o evento já possui etapas regionais e o próprio Campeonato Mundial de Rally (WRC) também começou a disputar etapas com passagens por estádios.

O Race of Champions é um exemplo do que se pode fazer dentro de um éstádio, quando se tem criatividade e soluções inteligentes. É o que os norte americanos costumam chamar de Pensar Fora da Caixa (thinking outside of the box).

Os vídeos a seguir mostram como é feita a transformação de um gramado em uma pista de corrida.







TOYOTA PARK


Na semana passada quando a imprensa noticiou sobre a nova arena multi uso da Ilha do Governador, percebi em diversos fóruns de discussões da internet o questionamento de torcedores de Flamengo e Fluminense, sobre a existência de um grande palco atras de um dos gols. 

O que para nós brasileiros pode parecer um pouco estranho, é um conceito cada vez mas difundido ao redor do planeta. Para exemplificar vou falar sobre o Toyota Park.

O Toyota Park é um estádio localizado no estado de Illinois (EUA), construído para sediar, prioritariamente, jogos de futebol.  O estádio é a casa do Chicago Fire, time da MLS (principal liga de futebol norte americana).

Inaugurado em 2006 o estádio tem capacidade de receber 20 mil pessoas em jogos de futebol. E ainda conta com 42 camarotes executivos, 6 camarotes para eventos e uma grande área de eventos. Mas o que chama mais atenção no Toyota Park é a presença do grande palco atras de um dos gols.

Em pouco mais de 48 horas, o que era um estádio de futebol se transforma em uma grande arena de espetáculos capaz de receber 28 mil pessoas sentadas confortavelmente.

Devido a suas qualidades e características, o grande palco já foi utilizado por artistas de renome mundial, como Eric Clapton, Dave Matthews Band, Korn, The Pretenders, Black Eyed Peas, entre outros. 

Cerca de 18 horas após o final do show, tudo volta ao normal e o Toyota Park volta a ser um estádio de futebol, capaz de receber uma partida profissional.

Durante os jogos do Chicago Fire, o espaço do palco vira um Deck de Festas da cervejaria Miller Lite, por $45 o torcedor pode assistir ao jogo em um espaço privilegiado, com comidas e bebidas, belas recepcionistas e DJs.

Um mesmo espaço pode ser usado de diferentes maneiras, o que se torna muito interessante e lucrativo para a arena. Da mesma forma, a nova arena da Ilha do Governador irá aplicar conceitos inteligentes e modernos para se tornar um Centro de Entretenimento Urbano beneficiando toda a população. 


Grande palco do Toyota Park




Espaço do palco vira um Deck de Festas 




Toyota Park arrumado para um Show




fotos - toyotapark.com

ADAPTAR É PRECISO


Recentemente o Botafogo anunciou o novo plano de gestão de negócio e publicidade do Estádio Olímpico João Havelange. Uma parceria entre a Pepira Empreendimentos e o empresário, do ramo de mídia e entretenimento, Luiz Calainho, promete tornar o estádio lucrativo.


Para dar uma nova identidade e atrair patrocinadores, o estádio popularmente conhecido como Engenhão, ganhou um pomposo nome de Stadium Rio.


O projeto da parceira é levar atrações para dentro do estádio, com a criação de restaurantes panorâmicos, um centro de convivência, uma universidade, shows e 8 lanchontes fast foods.


A parceria também promete um forte investimento em atrações musicais. Segundo os responsáveis, o primeiro grande nome em negociação é de Paul MacCartney.


Mas existe um grande problema que deve ser superado. O moderno estádio, apesar de bonito não foi pensado para ser multifuncional e lucrativo. Existem alguns equívocos na sua concepção que requerem adaptações.

Vou dar um exemplo: da maneira como o estádio foi construído, sem adaptações ao que existe hoje, não é possível realizar shows com a presença de público perto do palco, no campo, simplesmente porque a rampas de acesso ao gramado são muito estreitas e não comportam grande circulação de público.


Outros grandes obstáculos são os acessos de caminhões com equipamentos ao gramado. Como o estádio não foi pensado para receber shows, os portões de acesso ao gramado são muito baixos e não permitem que os caminhões de equipamentos entrem para montar o palco e o sistema de sonorização e ilumição. O problema é ainda pior, porque por cima desses portões de acesso passam vigas estruturais, assim os seus alargamentos só poderão ser feito através de escavações, que devem ser muito trabalhosas e caras.


Isso quer dizer que o moderno estádio que custou mais de R$ 300 milhões para ser construído, ainda requer muito investimento para se adaptar a conceitos que qualquer novo estádio de grande porte no mundo possui. Muito dinheiro poderia ter sido economizado se um profissional do ramo tivesse sido contratado, na fase de planejamento do estádio, já para pensar sobre esses conceitos.


Mas apesar de tudo, a decisão da diretoria do Botafogo em tornar o estádio atrativo e lucrativo é digna de parabenização.




DOIS EM UM




Um dos segredos para se ter uma arena lucrativa, é a sua multifuncionalidade, ou seja, permitir que o equipamento esportivo possa gerar receitas durante o ano inteiro. A multifuncionalidade deve ser uma característica da arena como um todo, mas também pode ser peculiar a espaços específicos.


A Ricoh Arena, localizada em Coventry no centro da Inglaterra, sabe trabalhar a multifuncionalidade como poucas arenas no mundo. Funcionando 365 dias no ano, a casa do Coventry City FC tem capacidade para 32.600 espectadores e ainda conta com um cassino, uma academia da ginástica, restaurantes, espaços corporativos e banquetes, uma grande área de eventos (feiras, congressos, festas), um lounge da Jaguar com bares e salas de reuniões. Recebe anualmente dezenas de grandes shows. E em seu terreno ainda existe um grande hipermercado.

Mas apesar de todas essas facilidades, o que mais impressiona no complexo é a multifuncionalidade dos camarotes. Os 71 camarotes da Ricoh Arena são transformados em quartos de hotel em dias que não acontecem eventos no campo. O mobiliário é completamente modificado e o que há poucas horas era um agitado camarote, vira uma confortável suíte. 

Para os aficionados por esporte, como eu, é muito emocionante dormir a poucos metros do gramado onde jogam grandes estrelas e para a Ricoh Arena é muito lucrativo pois consegue gerar receita de duas maneiras no mesmo espaço.



NOVA ARENA NA ILHA


A cidade do Rio de Janeiro poderá ganhar uma nova Arena multi-uso em 2010, localizada no bairro da Ilha do Governador. 

Comandada pelo papa do marketing esportivo, João Henrique Areias, a empresa Sportlink Marketing Esportivo & Consultores Associados (www.sportlinkbr.com) foi contratada, pela Associação Atlética Portuguesa (conhecida como Portuguesa da Ilha) para elaborar o projeto e viabilizar recursos para a construção de uma moderníssima Arena multi-uso.

A Arena está sendo projetada para receber confortavelmente 22.500 pessoas, divididos em módulos independentes.  A nova Arena contará com um grande palco permanente atrás de um dos gols, nos dias de jogos a área será usada com arquibancadas retráteis e cadeiras. Ainda existirão assentos corporativos, camarotes e restaurantes, para os mais exigentes.

Com previsão de inauguração para o segundo semestre de 2010, o projeto levará desenvolvimento para a região e serão aplicados diversos modernos conceitos de segurança, conforto, preservação ambiental e entretenimento.

Além da Portuguesa, Fluminense e Flamengo já demonstraram interesse em mandar jogos no local. 

Você poderá conhecer as primeiras idéias do projeto no site da Sportlink, pelo link: 

APAGÃO


O apagão que afetou quase todo o Brasil (10/11/09),  me fez lembrar uma conversa que tive recentemente com um amigo suíço que trabalhou na organização da Euro 2008.

Andreas me contava, entusiasmado, do sucesso da competição, das reformas dos estádios, das melhorias dos sistemas de transporte, etc. Mas ele me lembrou que na Euro 2008 nem tudo foram flores. O grande destaque negativo do evento também foi um apagão.

Tudo acontecia normalmente na partida semi-final entre Alemanha e Turquia, no estádio de Basel na Suiça, quando um raio caiu sobre o Centro Internacional de Transmissão (IBC abreviação em inglês), localizado em Viena na Austria. O efeito do raio foi devastador, muitas televisões do mundo inteiro perderam momentos cruciais do jogo. Algumas emissoras não conseguiram transmitir nenhum dos 3 gols da partida.

A informação oficial dada pela organização do evento, foi de que o Centro de Transmissão era alimentado pela energia elétrica da cidade de Viena. Com a queda do raio a cidade ficou sem luz e o sistema de geradores do Centro de Transmissão foi acionado. Esse processo demorou 1 milésimo de segundo, tempo suficiente para que toda a Sala de Controle Principal do IBC desligasse e começasse o pesadelo das emissoras de TV do mundo inteiro.

Apesar das perdas, todas as emissoras do mundo aceitaram os pedidos de desculpas da organização do evento. Será que essas emissoras teriam a mesma fidalguia se o fato tivesse ocorrido aqui no Brasil ?

COMIDAS E BEBIDAS


A foto que ilustra o post foi tirada no último domingo (08/11/09) dentro do Maracanã no jogo Fluminense x Palmeiras. Para começar vou contextualizar. O torcedor da foto comprou um sanduíche natural em um dos bares do estádio. O atendente do bar lhe entregou o sanduíche devidamente embalado e uma faca pontiaguda para facilitar a abertura da embalagem. Imaginem essa faca na mão de um torcedor mal intencionado dentro de um estádio de futebol?
Mas o importante não é a questão da faca e sim que o fato elucida a má qualidade dos serviços de bares e restaurantes (denominado em inglês pela palavra catering) nos estádios do país. O torcedor brasileiro tem que enfrentar uma verdadeira batalha em certos casos. Péssimo atendimento e qualidade, tumulto, falta de organização, altos preços e a pouquíssima variedade de produtos, são características comuns ao serviço de catering da maioria dos estádios do Brasil. É certo que esses serviços são terceirizados, mas os gestores dos estádios poderiam tomar um cuidado maior antes de assinar um contrato com seus parceiros.
Em estádios e arenas onde o torcedor é verdadeiramente respeitado, o catering é peça fundamental no bom andamento dos eventos.  Existem diversos tipos de restaurantes, quiosques, lanchonetes, bares, ambulantes, buffets e fast foods.  Em determinados setores são vendidos produtos diferenciados, em outros existem até restaurantes 5 estrelas,  tudo pelo bem estar do torcedor.
Em alguns estádios e arenas a preocupação com o chamado catering é tão grande que apesar de ser um serviço terceirizado, o treinamento de atendimento ao cliente é dado pelo próprio estádio, que ainda possui equipes responsáveis por fiscalizar a qualidade do atendimento, e dos produtos vendidos.
Essa preocupação está corretíssima, afinal de contas se você for mal atendido ou comprar um produto de má qualidade, o ônus recairá sobre o estádio e não sobre o serviço de catering
Certamente se o serviço de catering, no Brasil, tivesse uma qualidade superior, haveria uma variedade maior de produtos e não teriam tumultos, todos sairiam ganhando. O torcedor poderia comprar mais, com melhor qualidade e variedade, a empresa de catering que venderia mais produtos aumentaria o seu faturamento e o próprio estádio tornaria a jornada do torcedor uma experiência muito mais agradável.