07/04/2014

SEM COMPARAÇÕES, MAS QUE SIRVA DE EXEMPLO

   Como foi divulgado durante esta semana, o Barcelona recebeu o aval dos seus associados para que o estádio Camp Nou fosse reformado. Mesmo se tratando de uma das maiores praças esportivas da Europa, a casa do Barça muitas vezes não consegue receber todos os seus apaixonados e por isso precisa ser ampliada, segundo os seus dirigentes. 

   Para a surpresa de muitos, o projeto, que ainda precisa da aprovação de órgãos governamentais, só terá início em 2017 e sua conclusão é prevista para 2021. Diante do que temos visto no Brasil, essa previsão do que acontecerá ao longo dos anos poderia servir de modelo, ainda mais se comparado com o que estamos vendo com os estádios da Copa do Mundo. 

   Além de dar tempo para que o empreendimento não seja feito às pressas, já se sabe desde já que muito provavelmente o cronograma será respeitado em sua plenitude. Além disso, outros departamentos do clube iniciarão os trabalhos paralelos, que garantirão o sucesso do projeto antes mesmo de que ele esteja finalizado. Já é de conhecimento público, por exemplo, que o naming right do novo Camp Nou já será colocado à disposição no mercado. Alguém duvida que antes que os primeiros operários iniciem os trabalhos, essa propriedade já esteja negociada? 

O estádio terá capacidade para 105 mil pessoas
   Graças a essa organização, todos os torcedores, principalmente aqueles que possuem cadeiras cativas ou camarotes, saberão de antemão quando seus lugares habituais estarão interditados e quais soluções alternativas serão propostas. Patrocinadores não serão pegos de surpresa, já que terão conhecimento que determinadas áreas passarão por momentos conturbados e assim poderão avaliar se será interessante manter seus nomes no local ou se optarão por alguma outra solução que lhe agrade mais. Essa postura do clube gera confiança naqueles que querem associar sua marca ao time e assim a engenharia financeira se torna muito mais rentável para ambos os lados. 

   Sem querer comparar os valores envolvidos, muito menos a estrutura profissional de cada clube, vale lembrar que o departamento de marketing do Botafogo lutava com valentia para conseguir angariar fundos para negociar o naming right do Engenhão, estádio que assumiu em 2007. Quando estava próximo de conseguir essa façanha, foi impedido de concluir o negócio pois o estádio teve que ser interditado, muito provavelmente devido a pressa na conclusão das obras que deveriam ser entregues para os Jogos Pan-americanos realizados no Rio de Janeiro. Vale lembrar que até o momento ainda não há nenhuma previsão oficial de quando o local estará pronto para voltar a receber jogos, lembrando que o mesmo será utilizado como centro de treinamento durante a Copa do Mundo e voltará a receber competições oficiais nos Jogos Olímpicos de 2016. 

Um novo ginásio com 12 mil lugares também será erguido
   Vendo tudo isso nos questionamos, será que os patrocinadores, que se planejaram para associar seus nomes ao estádio e as competições, ficaram satisfeitos por terem que mudar seus planos estratégicos de forma emergencial? 

   Além de receber um novo estádio com 105 mil lugares, um nova arena para outros esportes, com capacidade para 12 mil pessoas, novos estacionamentos e áreas comerciais, o Barcelona dá um exemplo de organização comercial e prova que, apesar de estar envolvido em alguns escândalos recentes, terá o aval dos parceiros, que investem e fazem do clube o gigante mundial que é, e dará o retorno esperado ao seu maior patrimônio, ou seja, os seus fãs apaixonados.

*Por Rodrigo Calvoso

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14/10/2013

RUSSIA PRETENDE REDEFINIR ORÇAMENTO

O governo russo está buscando reduzir o orçamento previsto para a construção e reforma dos seus estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2018. A ideia dos russos é que essa diminuição chegue até US$ 389 milhões.

Como forma de controle, os representantes governamentais já haviam criado um limite de 442 milhões para cada uma das sete novas arenas, porém segundo estudo dos órgãos responsáveis chegou-se a conclusão que esse limite deveria cair para 386 milhões.

De acordo com a agência de notícias R-Sport, a medida ainda não foi aprovada, porém alguns representantes do governo ligados aos órgãos esportivos já se mostraram contra a iniciativa alegando que este novo orçamento inviabilizará a construção dentro do que a Fifa sugere como mínimo aceitável.


O primeiro-ministro Dmitry Medvedev assinou em junho o Programa de Infra-estrutura, com um orçamento de 20.750 milhões dólares. O programa consiste de 292 instalações e eventos considerados essenciais para a realização da Copa do Mundo. Isso inclui os serviços nas áreas dos 12 estádios, criação de 113 locais de treinamento, 62 hotéis, reforma de 11 aeroportos, desenvolvimento de infra-estrutura de transporte necessária para o evento, reforço do sistema de energia elétrica, desenvolvimento de sistema de TI e infra-estrutura de comunicações.


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13/10/2013

O NOVO ETIHAD STADIUM

O Manchester City já está trabalhando para que o seu estádio seja ampliado. De acordo com os planos do clube a arena ganhará mais 13.500 lugares e passará a ter a capacidade de receber 61.500.

Caso o planejamento realmente saia do papel o Etihad Stadium passará a ser o terceiro maior estádio da Inglaterra, ficando atrás apenas do Old Trafford, que tem capacidade para 76 mil e 900 pessoas, e de Wembley, que pode receber 90.000 pessoas.


*Por Rodrigo Calvoso

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10/07/2013

MARACANÃ TRICOLOR

 A direção do Fluminense convocou a imprensa para uma coletiva na tarde de hoje, onde anunciará a parceira com o Consórcio Maracanã SA. Graças a essa parceria o clube voltará a mandar suas partidas no Estádio do Maracanã por pelo menos 35 anos. 

Dentre os benefícios que o clube terá como mandante do estádio será a destinação de vestiário exclusivo para a equipe, lado fixo para a torcida tricolor quando houver jogos com duas equipes cariocas, e a construção de uma loja oficial do clube nas dependências do estádio.

A assinatura do acordo faz parte das obrigações do processo licitatório que foi vencido pelo Consóricio Maracanã, que deve assinar com pelo menos duas grandes equipes cariocas. O Botafogo também sinaliza como um possível interessado em mandar seus jogos no estádio, devido a interdição do Engenhão, entretanto o acordo com o alvinegro deve ser de apenas 2 anos, período em que o estádio estará interditado. 

* Por Rodrigo Calvoso
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03/07/2013

UMA BOMBONERA EUROPEIA

A capacidade do Camp Nou passará a ser de 104 mil pessoas
O Barcelona já conta com dois projetos de reforma do Camp Nou nas mãos do seu presidente. Mesmo tendo em mente que seria mais interessante construir uma nova arena, Sandro Rosell, foi convencido pelos diretores que seria mais viável realizar uma reforma completa no atual estádio. 

Até o momento o projeto que desponta como favorito é de autoria do arquiteto Albert Blanch, que pretende transformar o local em uma verdadeira Bombonera da Europa. O maior palco do futebol espanhol passaria a contar com três níveis em todos os setores, que passariam a ser ainda mais verticais, lembrando muito o tradicional estádio do Boca Juniors, da Argentina. Além disso, a capacidade do novo Camp Nou passaria a ser de 104.000 espectadores, tornando o estádio o segundo maior do mundo destinado exclusivamente para futebol, ficando atrás apenas do Azteca, no México, que tem capacidade para 105.064 pessoas. 

O Mini Estadi dará lugar a uma arena multiuso
Esse projeto, que até o momento é o preferido da direção, alterará drasticamente o posicionamento de alguns setores de assentos, especialmente os chamados primera e segunda gradería, que passarão a ter os torcedores dos níveis mais elevados mais próximos, tornando a aparência do estádio semelhante a de um grande edifício. Além disso os setores localizados atrás dos gols também passariam a contar com este novo nível, o que certamente irá o visual do local muito mais vertical do que é conhecido hoje em dia. 

Visando oferecer conforto aos torcedores, ao contrário do que é atualmente, todos os locais serão cobertos e protegidos da chuva. Essa mudança diminuiria a quantidade de assentos do primeiro nível que será compensada no terceiro, que passará a ser mais alto do que é atualmente. Mas ao contrário do que possa se imaginar, a expectativa da presidência é de aumentar a receita por jogos, já que os setores de camarotes e assentos Vips, os que mais dão lucro, também serão aumentados na reforma. 

O projeto afetará também os espaços anexos do estádio.  Onde se encontra o chamado Mini Estádi, que é utilizado para treinamentos e jogos de categorias inferiores, será erguido o Nuevo Palau Blaugrana, uma arena multiuso para 10.000 expectadores, capaz de receber concertos e apresentações esportivas, tornando-se então em mais uma fonte de renda para o clube. O Barça também estuda criar um novo espaço anexo para aí sim receber jogos das categorias de base e jogos treinos. O projeto de mini estádio, como é conhecido hoje com aproximadamente 10.000 lugares, passaria a ser erguido na Ciutat Esportiva de Sant Joan Despí, CT do próprio clube. O setor conhecido como Palau Gel será ampliado e será dedicado para a área social da instituição e para a ampliação da loja oficial do Barcelona. 

As duas propostas serão colocadas em votação e os associados do clube deverão apontar a opção preferida da maioria no primeiro trimestre de 2014.

*Por Rodrigo Calvoso


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01/07/2013

NOVO ESTÁDIO DE BORDEAUX RECEBERÁ INVESTIMENTO DO GOVERNO

A França será a sede da Eurocopa 2016 e por esse motivo já começou a se preparar para receber o principal torneio de seleções do velho continente.

Dentre as novidades da competição teremos o novo estádio do Bordeaux, que tem previsão de inauguração em 2015 e sua capacidade será de 43 mil torcedores. O Futur Stade de Bordeaux substituirá o atual, inaugurado em 1938 e que passará a atender partidas de rugby, já que sua estrutura não oferece o conforto necessário para receber os 34 mil visitantes. Ele terá a sua capacidade reduzida e posteriormente será adaptado para também estar entre os melhores deste esporte. 

Devido aos protestos de moradores contrários ao
 investimento do governo  cronograma  foi atrasado
Ao contrário do que havia sido previsto, as obras começaram apenas em 2013, já que alguns moradores da região questionaram o investimento da prefeitura local, que arcará com aproximadamente 50% do orçamento da arena do clube, que tem previsão de custo de aproximadamente 160 milhões de euros.
Além de ser a nova casa do time de futebol do Bordeaux o estádio contará também com hotel, centro de convenções e terá ao seu redor um grande parque que irá revitalizar a área onde será localizado. O projeto é de autoria do escritório Herzog & de Meuron, que também participaram de projetos como da Allianz Arena e St Jakob-Park. 

A nova arena contará com um parque ao seu redor
Dentre os 43 mil lugares, a nova arena irá disponibilizar 3 mil business seats e mais mil lugares em camarotes VIPs. A escolha do local também não foi por acaso. O ponto é o local ideal para a convergência entre os principais meios de transporte público, que servirão aos torcedores que forem torcer para a sua equipe ou assistir os eventos ali sediados. Nesta região também estão instalados diversos centros de entretenimento esportivos que serão ainda mais valorizados com a nova arena.
* Por Rodrigo Calvoso



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28/06/2013

ANÁLISE: NOVO MARACANÃ

Vista praticamente dentro do gramado é ótima para os fãs
Após 3 partidas (2 oficiais e 1 amistoso) já é possível fazer um balanço de quais foram as primeiras impressões do novo Maracanã. 

De um forma geral o estádio está aprovado, sempre lembrando a ideia que reina entre a maioria daqueles que visitam o estádio da final da Copa de 2014, ou seja, esqueça tudo que você vivenciou no antigo estádio, aquelas emoções devem ser guardadas na memória, a partir de agora trata-se de um novo palco que em nada lembra o antigo “maior do mundo”.

Livrando-se desse saudosismo, podemos afirmar que o Rio de Janeiro finalmente conta com uma arena de alto nível e que oferece condições plenas de atender seus clientes. Aqueles que conseguiram adquirir ingressos para as primeiras fileiras podem se sentir praticamente dentro do campo e podem ouvir o jogo como se fosse quase um integrante da comissão técnica. Apesar de alguns torcedores terem se queixado de que o novo Maracanã não tem a mesma acústica do antigo, devemos destacar que com a proximidade das cadeiras os verdadeiros amantes do futebol podem sentir de forma mais intensa as partidas e escutar cada detalhe do jogo. 

Novas cadeiras aparentemente frágeis
As cadeiras, que tantas reclamações mereceram por parte dos primeiros visitantes, por terem se tornado armadilhas devido ao sistema de levantamento do assento, são infinitamente mais confortáveis do que as que ali estavam instaladas e nem devem ser comparadas com as do Engenhão por exemplo. Como ponto preocupante neste quesito, destacamos a aparente fragilidade das mesmas. 

Os bares dos níveis inferiores merecem muitos elogios, já que estão em grande quantidade e distribuídos de forma que ninguém, mesmo em jogos de grande público, pode reclamar. Já no setor 5 (mais elevado) percebemos que o número diminui consideravelmente e que nem mesmo os quiosques instalados nesta área deram vazão a demanda, principalmente no intervalo da partida. Além disso, o despreparo dos atendentes causou certa preocupação, pois a grande maioria não continha troco e não procuraram tomar nenhuma atitude para solucionar o problema, deixando de vender o produto na hora de maior pico. 

Excelente estrutura de bares nos níveis inferiores, porém
no setor 5 houve carência e despreparo dos profissionais
Neste setor também foi percebido a pequena quantidade de banheiros. Tanto na hora do intervalo como no final dos jogos os mesmos não deram vazão e as filas se estendiam para fora dos mesmos. Já nos primeiros setores, apesar da difícil localização haviam muitos banheiros com ótima estrutura. 

Para quem gosta de analisar o jogo os setores
superiores continuam  sendo locais especiais
Com relação a vista do gramado pode-se afirmar com segurança que cada setor tem seu charme. Como já comentamos, os lugares mais próximos é onde o torcedor pode vivenciar melhor o jogo, mas temos que admitir que, como em qualquer estádio europeu, aquele não é o setor onde é possível assistir o jogo de uma forma ampla. Isso é possível, de forma muito mais eficiente, dos setores mais altos, uma vantagem exclusiva do Maracanã. Ao contrário da maioria das arenas o Mário Filho se caracteriza por não ser tão alto e esse detalhe foi mantido na nova formatação, que permite ao torcedor uma visão plena, mesmo estando no último setor. 

Esquema de chegada e saída funcionaram perfeitamente
A área externa também merece todos os elogios. O esquema criado pela Prefeitura e a Secretaria Municipal de Transportes funcionou perfeitamente. O estímulo da utilização do transporte público, assim como  a frequência dos mesmos, em especial do Metrô deve ser exaltada e analisada se seria possível voltar a utilizada em futuros jogos de grande interesse. A estratégia de transformar o ingresso em ticket de metrô deve ser avaliada para todos os jogos, pois foi um dos grandes motivos desse sucesso. Vale a pena registrar a atuação do próprio Secretário Municipal de Transporte, atuando na operação ao lado dos funcionários de forma efetiva. Nota 10. Como ponto a ser melhorado foi a estação Del Castillo/Nova América, já que uma grande quantidade de torcedores optaram deixar seus veículos no shopping anexo e a estação não preparou nenhum esquema especial para o horário de saída dos torcedores. Resultado? A confusão que não foi notada em nenhuma estação na área do estádio foi vista de forma intensa neste local. Graças a boa vontade dos próprios passageiros, acidentes foram evitados e tumultos não chegaram a gerar maiores problemas.

Falha no desembarque do Metrô em Del Castillo
Resta aguardar a grande final da Copa das Confederações para ver como será o comportamento do torcedor em uma situação de stress. A segurança para essas partidas se mostrou muito eficiente e segura, mas até o momento ainda não ocorreu nenhum jogo que realmente esteja valendo. 

Teremos que ver também como será o esquema para os jogos que não serão organizados pela Fifa. Caso seja possível, o ideal seria que esse esquema fosse sempre mantido, porém sabemos que é difícil. A convivência dos adversários terá que ser mais sadia, pois o novo estádio está preparado para receber torcedores e não vândalos prestes a entrar em um coliseu. 

Você visitou alguma arena da Copa das Confederações? Nos envie sua opinião com fotos para que possamos compartilhar neste canal.

Apesar de cheio esquema de entrada muito bem sinalizado

Com a proximidade é possível perceber os detalhes do jogo

Mesmo modificado o Maracanã segue sendo um local especial

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19/06/2013

ESTÁDIO DE DISCÓRDIA

Em meio a uma das mais importantes competições do calendário da FIFA o Brasil, país sede da Copa das Confederações, entrou em ebulição e os novos estádios do país entraram na pauta dos protestos, tornando-se “vidraças” dos políticos envolvidos nas acusações de superfaturamento. 

Daniel Cruz / www.35mmcomunicacao.com
 É mais do que evidente que nenhuma pessoa gosta e vai aceitar passivamente ser explorado e ser feito de idiota. Uma hora o povo se cansaria dos constantes escândalos e daria um basta nesta situação. Na verdade essa oportunidade é dada aos brasileiros a cada dois anos, quando acontecem as eleições, mas como a situação ficou tão pesada não foi possível esperar até que isso voltasse a acontecer. 

O aumento das tarifas de transporte e a chegada de centenas de jornalistas estrangeiros para a cobertura da Copa das Confederações se tornaram o momento ideal, na visão dos organizadores do protesto, para que o povo fosse para a rua e externasse sua opinião contrária a tudo o que vem acontecendo. 

Como o foco desses estrangeiros era o evento da FIFA, foi natural que o tema da reforma dos estádios caísse no centro dos debates, até porque os custos dos mesmos deixaram mais dúvidas do que certezas.  Mesmo com todos esses questionamentos, a população que era em sua imensa maioria favorável a realização dessas competições no país, passou a questiona-las e até rejeita-las, com o argumento de que o investimento deveria ser em hospitais e escolas. 

Daniel Cruz / www.35mmcomunicacao.com
 É evidente, e por mais que sejamos amantes do esporte (e também de arenas esportivas), temos que admitir que a prioridade de um governo deva realmente ser cuidar da educação e da saúde do povo. Não que a prática esportiva não englobe esses dois aspectos, porém é fato que hospitais e escolas devem ser colocados como itens prioritários ao invés de arenas de entretenimento. 

Mas como tudo que envolve esse assunto não pode ser visto superficialmente, precisamos analisar o aspecto de uma forma crítica e imparcial. Por isso o questionamento é: será que se não houvessem as reformas dos estádios da Copa do Mundo nossos sistemas educacionais e de saúde estariam funcionando bem atualmente? Houve uma escolha prioritária nesses investimentos? Sinceramente creio que não. Em outras palavras, se não fosse a reforma dos estádios, aqueles que são mal intencionados arranjariam outra forma de se beneficiar, utilizando esquemas inescrupulosos. O grande problema não é a Copa do Mundo e sim a péssima escolha que nós brasileiros fizemos quando indicamos essas pessoas para nos representar. O problema não é a Copa, mas sim o mau político.

É claro que somos entusiastas das modernas arenas esportivas, que tanto farão bem para o nosso esporte. Queremos sim te-las por aqui, mas também exigimos que todas as contas sejam apuradas e, se por acaso for provado que houve desvio de verba, que se prendam os responsáveis.  

Daniel Cruz / www.35mmcomunicacao.com
 Queremos a Copa das Confederações, Copa da Mundo, Olimpíadas e todos os grandes eventos acontecendo no Brasil. O que não nos impede de também exigir, escolas de qualidade, hospitais dignos e um sistema de transporte eficiente para a população. Uma coisa não inviabiliza a outra. O que é preciso fazer é uma limpeza na mentalidade política de nosso país, onde cada um visa apenas o benefício próprio ao invés do coletivo. 

Felizmente parece que o brasileiro acordou e não aceitará mais ser colocado como um povo passivo. A redução das tarifas pode ter sido apenas o primeiro sinal de que estamos no caminho certo para isso. Vamos torcer para que tenhamos a capacidade para não perder o foco e saber o que realmente precisamos questionar, com organização e civilidade. 

* Por Rodrigo Calvoso  
Fotos: Daniel Cruz - www.35mmcomunicacao.com

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23/05/2013

POR UMA NOVA CULTURA ESPORTIVA

Desde o fim do ano passado até o presente momento uma discussão tem ganhado destaque no cenário esportivo nacional, a adaptação dos brasileiros as novas arenas esportivas, os benefícios e dificuldades que os frequentadores encontrarão para torcer por seus times.

 Modelos de negócios e custos de obras a parte, tendo em vista que o objetivo desta matéria não é discutir quem deve ficar com a gestão das arenas, é inegável que a construção destas arenas representa um grande avanço para o futebol brasileiro, podendo representar a profissionalização do futebol brasileiro, porém alguns cuidados e observações se fazem necessários para que não descaracterizemos o futebol brasileiro.

Começo por um ponto que talvez seja o mais polêmico hoje em dia, o custo dos ingressos e a obrigatoriedade de assentos em todos os setores, muitos dizem que com estas medidas estamos desfigurando o jeito brasileiro de torcer e copiando os europeus, bem como o aumento substancial do valor de tickets representa a cópia fiel do modelo implementado no Velho Continente.

 Concordo em parte com tal afirmação, porém há que se destacar que poderíamos adotar algumas medidas para equilibrar tal equação proporcionando desenvolvimento econômico e preservação cultural da torcida brasileira. Prática muito comum no festejado futebol alemão é a setorização no interior da arena, que permite aos menos abastados assistir aos jogos num local de preços populares, onde não existem assentos e pode-se ficar em pé, sendo por exemplo este setor o da muralha amarela do Borussia Dortmund no Iduna Park, que encantou o mundo a algumas semanas atrás com seu mosaico em 3D. Com esta simples mudança, poderíamos criar setores atrás dos gols onde os valores seriam inferiores a preservaríamos a cultura de torcer em pé, e, quando a competição não permitir por regulamento este tipo de ação, casos da champions league e competições FIFA os assentos seriam recolocados, o que ocorre no mesmo Iduna Park.

Mesmo nos setores mais luxuosos, os valores poderiam ser inferiores caso os clubes tivessem participação nas receitas de match day e outros eventos esportivos ou não, que a arena abrigar, o que não está acontecendo atualmente, concordo que os clubes brasileiros não tem condições de gerir tais empreendimentos, bem como muitas destas obras foram custeadas com capital privado de construtoras que precisam recuperar seus investimentos. Porém, um modelo de divisão de receitas total iria atender todos os interesses, pois os clubes não iriam depender exclusivamente de bilheteria, e poderiam baratear o custo dos mesmos, tendo em vista que teriam participação em todas as receitas geradas no dia de jogo, como estacionamentos, bares, restaurantes, hospitalidade e etc. Além disso, embora dividindo os lucros com os clubes os gestores teriam casa cheia toda semana, o que garantiria uma arrecadação maior.

*Por Mario Bini

     
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20/05/2013

UM EXÓTICO LEGADO DA GUERRA FRIA

Mmabatho Stadium conta com um dos
mais exóticos projetos arquitetônicos
 Você está habituado a ver por aqui os detalhes e conhecer o que há de mais moderno no universo das arenas esportivas, entretanto desta vez, resolvemos mostrar uma solução (não muito eficaz) para as dificuldades impostas pelas necessidades de um projeto, até então inovador. 

O ano era 1981 e a cidade de Mafikeng, na África do Sul, celebrava a inauguração do Estádio Mmabatho, um dos maiores do país e tido como um dos mais modernos. Sua estrutura peculiar dava um ar imponente e justificava a fama de inovador, mas o que se temia acabou se tornando realidade. Hoje o local é mais conhecido por sua excentricidade do que pela sua eficiência.

O projeto russo tinha conceito de modernidade para a época
 Passados 32 anos a arena esportiva, que basicamente recebe partidas de futebol, segue de pé e em pleno funcionamento. Como era de se imaginar o mesmo não foi utilizado na Copa do Mundo realizado naquele país em 2010 e hoje é considerado um dos mais estranhos estádios do mundo. 

Projetado por arquitetos russos, em plena Guerra Fria, a ideia original era mostrar que esses profissionais estavam a frente de seu tempo e assim mostrar aos sul africanos a qualidade dos serviços desenvolvidos na então União Soviética, e de quebra, fazer uma propaganda do sistema governamental daquela região. 

A arena desde que foi inaugurada tem capacidade para receber 59.000 torcedores, que são distribuídos em diversos setores, identificados por cores, que são arquibancadas em forma de rampas e duas grandes áreas centrais que recebem a maior parte dos fãs.

Apesar de não contar com um formato tradicional, nem ser muito recomendado, o Mmabatho Stadium ganhou fama internacional por ser um dos mais estranhos palcos do esporte mundial. Até hoje existem diversas teorias para a construção em forma de tabuleiro, porém a que mais é aceita e difundida é a de que os arquitetos queriam inovar para mostrar a eficácia soviética. Pode-se dizer que eles realmente conseguiram ser inovadores...

*Por Rodrigo Calvoso






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