10/08/2012

MARKETING DE EMBOSCADA



Hoje vou falar de um tema bastante delicado, marketing de emboscada. O nome é relativamente novo mas a prática é bem antiga. O Marketing de Emboscada consiste em estratégias de tirar proveitos publicitários de um evento sem o amparo contratual de detenção dos direitos do mesmo.

Atualmente o cerco a essa prática está muito mais fechado, onde podemos destacar a criação da Regra 40 (confira o post anterior: REGRA 40: POLÊMICA À VISTA), do Comitê Olímpico Internacional, que restringe e muito o patrocínio pessoal dos atletas durante a realização do Jogos Olímpicos.

Mega-eventos como Copa e Olímpiadas chegam a possuir legislações próprias de proteção a marcas, produtos e/ou serviços do patrocinadores oficias dos eventos. São criadas zonas específicas, perto de aeroportos e locais de competição onde ficam excluídas as publicidades de marcas que não sejam patrocinadoras oficias dos eventos.

Ao longo dos anos, o Marketing de Emboscada já foi utilizado com sucesso por algumas empresas, claro sempre de baixo de muita reclamação dos patrocinadores oficiais. Um caso não tão recente mas de excelente resultado, foi a ação da Brahma na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, na qual a patrocinadora oficial da seleção brasileira era a Coca-Cola, mas graças a uma estratégia muito bem aplicada a marca da cervejaria ficou muito mais associada lembrança do grande público na conquista do Tetra. Com um investimento de US$ 25 milhões a Brahama criou a campanha da torcida Número Um (a cervejaria tinha o Slogan: Brahama a cerveja Número Um). Espalhou milhares de camisas e flyers e uma bandinha que não parava de tocar o jingle da campanha nos jogos amistosos do Brasil antes da Copa. A chamada torcida Número Um com sua bandinha que ficava localizada estrategicamente próximo as cabines de imprensa, para propositalmente o som vazar nas transmissões de rádio e TV.

Com garotos propaganda como Romário e Bebeto as estratégias da cervejaria também continuaram em solo americano. Foi criada a Casa Brasil para onde eram levados os jogadores nos momentos de folga para visitar os parentes e fazerem diversas entrevistas. Os gols brasileiros na campanha do Tetra eram propositalmente comemorados pelos jogadores com o dedo indicador levantado fazendo o número um, marca registrada da campanha. No final o Brasil foi campeão se tornando o número um assim como a cervejaria. É importante ressaltar que 1994 não haviam as mesmas preocupações contra o marketing de emboscada que existem hoje.

Claro que existem outras maneiras de associar a marca de uma empresa sem burlar nenhuma regra e/ou legislação, mas com com uma grande proteção aos patrocinadores oficiais, faz se necessário a assessoria de profissionais para que a estratégia de marketing não vire uma grande dor de cabeça na justiça.

No próximo post vou falar sobre cases criativos de empresas que conseguiram utilizar nos Jogos Olímpicos de Londres para ativarem as suas marcas.
* Por Romulo Macedo - Diretor Executivo
(colaboração Mario Bini - Diretor de Novos Negócios)
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08/08/2012

ENTRE RACIONALIDADE E IRRACIONALIDADE

Certa vez escutei de um amigo: “ O futebol é a coisa mais irracional que existe dentro de mim.” Talvez essa afirmação caiba muito bem em quase todos os torcedores de futebol do país.

A irracionalidade começa quando o torcedor, apesar de gastar dinheiro para ir a um jogo, transcende a categoria de consumidor e passa a agir sem cobrar pelos seus direitos.

Quem dentro de uma racionalidade iria passar sufoco para entrar dentro de um teatro? Não daria a mínima se chegasse ao cinema e encontrasse um lugar imundo? Acharia normal se espremer para conseguir um espaço dentro de um banheiro de um shopping? Enfrentaria uma fila para conseguir um lanche frio em uma lanchonete? E o mais irracional dessa história é que essa passividade do torcedor só ocorre no momento de reclamar pelos seus direitos. Deixa o zagueiro do seu time furar uma bola, o juiz errar um lance, o técnico substituir “errado”. Aquele mesmo torcedor pacífico se transforma em um bicho, se sente roubado, xinga a mãe do juiz e fala os maiores impropérios existentes, muita das vezes na frente até de crianças.

Nem tanto ao céu nem tanto a terra, mas seria muito bom se o torcedor de futebol começasse a protestar contra os maus tratos que passa nos mais diversos estádios do Brasil. Melhor mesmo seria se os momentos de “fúria” do torcedor voltasse contra as desigualdades sociais, injustiças, corrupção e outras mazelas que assolam o nosso país.

Vale a reflexão...



* Por Romulo Macedo - Diretor Executivo
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07/08/2012

JOGOS OLÍMPICOS PELAS TELAS DO MUNDO


A cada quatro anos os veículos de comunicação do mundo inteiro preparam novidades para atrair a atenção dos telespectadores, ouvintes e leitores ávidos por notícias do principal evento esportivo do planeta. Os Jogos Olímpicos se transformam em um grande palco, onde cada canal pode mostrar traços culturais e peculiaridades específicas na hora de transmitir uma notícia, que se fosse realizada em diferentes regiões, provavelmente não teriam tanto êxito.

Os russos, sempre muito sisudos, nesta edição olímpica optaram por realizar uma cobertura um pouco mais descontraída durante as transmissões ao vivo, uma antiga solicitação do seu público, que passou a ter acesso ao conteúdo de emissoras italianas e espanholas. Apesar de fugir completamente do padrão local, podemos dizer até que não se saíram mal ao final do jogo de basquete contra o Brasil, quando venceram a partida por um ponto nos segundos finais da partida e se não fosse o idioma complicado, poderíamos dizer que se tratava de um povo latino.



No Brasil os telespectadores não podem se queixar da falta de emoção dos locutores e comentaristas, que muitas vezes até exageram na dose e se deixam levar pela emoção. Nesse caso, a empolgação exacerbada, quando a vitória não chega, se torna em decepção aguda, que muitas vezes terminam em verdadeiros linchamentos públicos de atletas, que durante 3 anos e 11 meses, precisam conviver com a falta de apoio e visibilidade.

Entretanto neste quesito os jornalistas brasileiros não estão sozinhos. Mesmo que você não entenda italiano, vale a pena ver a insistência do repórter da terra da bota, que entrevistava a nadadora Federica Pellegrini, vencedora da medalha de ouro em Pequim, que tinha acabado de ser eliminada da competição. Mostrando uma frieza nada típica de uma italiana, a atleta chegou ao ponto de responder se ela já estava se habituando a perder competições. Nós que sempre cobramos bom senso e postura profissional dos competidores, também devemos pedir para que os entrevistadores também saibam lidar com o momento de lamentação da pessoa que está do outro lado do microfone e que se não tiver o profissionalismo similar a de Federica Pellegrini poderá receber uma resposta "atravessada". 


O jornal alemão Bild decidiu seguir por uma linha nada comum. Para entrar no clima olímpico os editores decidiram fazer a cobertura de uma briga na lama de atrizes pornôs em um clube de swing. A disputa, que teve ingressos custando €$ 50 (aproximadamente R$ 130,00),  foi organizada em três rounds de 6 minutos, que apontaram Xania Wet como a grande vencedora da medalha de ouro. 


Já os ingleses optaram por uma manter a tradição, para “variar”. Para mostrar o sentimento de paixão nacional que o atletismo desperta nos torcedores jamaicanos eles não abandonaram o típico o tom irônico na matéria. A reportagem mostra o desespero dos fãs de Bolt que se preparavam para assistir a final dos 100m do maior ídolo nacional da atualidade, quando um apagão obrigou os mesmos a optarem pelo velho radinho de pilha. O que importa é que a celebração da turma do reagee valeu como se fossem brasileiros levantando a taça de campeões mundiais de futebol. Vale a pena conferir e até dar risadas (típicas da terra da rainha).


* Por Rodrigo Calvoso - Diretor de Comunicação 
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06/08/2012

REGRA 40: POLÊMICA À VISTA




Você já ouviu falar da regra 40 do COI? Preste bem atenção nela, a mesma deverá ser um item que muitos brasileiros terão que se atentar durante a olimpíada de 2016.

Esta regra do COI foi criada para proteger os 11 patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos de verão e inverno que pagam cerca de US$ 100 milhões a cada 4 anos para ter sua imagem associada ao evento. Segundo esta regra nenhum atleta participante pode fazer campanha publicitária para seus patrocinadores pessoais durante os jogos olímpicos, justamente o momento em que teriam maior exposição, se eles não forem um dos 11 oficiais.

Entendemos e até concordamos com a preocupação do COI em proteger seus patrocinadores que pagam caro, porém não concordamos que façam isto em detrimento aos atletas que são os principais agentes dos jogos. Sem eles não há competição em alto nível, interesse da população e consequentemente não há o interesse comercial.

Esta regra prejudica e muito os atletas brasileiros, pois é de conhecimento público que o esporte de alto rendimento no país depende de patrocínio da iniciativa privada, para que os atletas tenham condições de treinar e participar de competições, aumentando assim a possibilidade de formação de novos ídolos e campeões. Porém, se os atletas não poderão oferecer uma contrapartida com campanhas publicitárias durante o seu maior momento de exposição na mídia, com certeza esse interesse irá diminuir, contratos vigentes serão renegociados, novos contratos serão fechados em condições inferiores, os investimentos se tornarão cada vez mais escassos e neste momento o atleta precisa estar muito bem assessorado para não assinar um contrato que seja extremamente prejudicial a sua carreira.

Alguns atletas já começaram manifestações via redes sociais contra esta medida e acredito que uma manifestação bem organizada por parte destes poderá surtir efeito. Entretanto, neste momento também é fundamental que o atleta esteja amparado por profissionais, para que, a manifestação não tenha um resultado negativo para a sua própria imagem como já vimos nestes jogos olímpicos, tornando-se cada vez mais necessário um suporte especializado aos atletas para gerir suas carreiras com criatividade e eficiência evitando assim declarações desastrosas, contratos prejudiciais, aparições em campanhas publicitárias equivocadas e tantas outras ações que venham a encurtar sua carreira. Situações como esta serão cada vez mais frequentes no mundo esportivo e quem não estiver preparado para enfrenta-las estará corre sérios riscos de afundar por mais talento que tenha.

Para finalizar, entendemos que este posicionamento do COI é um pouco exacerbado. Concordamos com a proteção das marcas patrocinadoras, mas restringir o patrocínio pessoal dos atletas durante as olimpíadas é uma medida muito extravagante que afetará inúmeros atletas olímpicos. Caso este cenário não se altere, os gestores de carreiras dos atletas profissionais terão que ter ainda mais criatividade para evitar o conflito entre as partes. Neste caso a figura dos agentes especializados ganham ainda mais peso na carreira dos participantes dos Jogos.

* por Mario Bini - Diretor de Novos Negócios
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01/08/2012

REDES SOCIAIS: O NOVO DESAFIO OLÍMPICO PARA OS ATLETAS




Os Jogos de Londres ficarão marcados pelas polêmicas geradas através das redes sociais, já que na prática esta é a primeira Olimpíada onde realmente todos os atletas possuem total acesso às ferramentas de comunicação, que aproximam os participantes das competições ao grande público de forma rápida e direta.  Em Pequim, devido ao acesso restrito às redes sociais imposto pelo governo local, essas polêmicas foram evitadas. Até por isso, se imaginava que após 4 anos os atletas apresentassem um pouco mais de preparo e profissionalismo para lidarem com esse quadro. 

As redes sociais são ferramentas importantíssimas para qualquer atleta que pretende ter contato com seus fãs e podem alavancar carreiras, fortalecendo a imagem dos competidores, atraindo patrocinadores e novos admiradores. Por outro lado, caso o atleta não receba orientação de especialistas ou não conte com um staff capaz de lhe oferecer suporte em situações complicadas, tendem a acontecer situações desastrosas, principalmente quando o resultado não aparece na área esportiva.

Mesmo antes do início dos jogos a grega Voula Papachristou foi expulsa da delegação de seu país por ter feito um comentário infeliz, onde abordou a presença de africanos na Grécia. Particularmente considerei que a frase em si nem fosse racista, entretanto não há dúvida de que foi uma brincadeira polêmica e infeliz, típica de quem jamais recebeu orientação de um profissional do ramo acostumado a lidar com situações como essa.

Já o suíço Michel Morganella, que integrava a equipe de futebol, foi retirado da seleção pelo comitê do país europeu após o atleta afirmar em seu Twitter que os adversários sul-coreanos eram “mentalmente retardados”. Além de não agregar nada esportivamente, tal comentário fecha qualquer possibilidade de negociar sua imagem junto a futuros patrocinadores que desejarem investir no segmento esportivo. Porém engana-se que tais problemas só ocorrem em terras estrangeiras. A judoca brasileira Rafaela Silva, que foi desclassificada da competição, decidiu discutir com internautas também através Twitter. Tal acesso de fúria de nossa representante mostra que a promissora atleta cometeu um grave, porém básico, equívoco no mundo virtual: jamais acesse a rede no calor da emoção, ou seja, nunca entre em redes sociais com a cabeça quente. Neste caso, Rafaela perdeu uma excelente oportunidade de reverter o quadro, ganhar apoio dos brasileiros e sair ainda mais fortalecida já visando os jogos de 2016, que acontecerão exatamente em sua terra natal.

Sempre lembramos aos atletas que contratam a Estádios e Arenas que redes sociais são locais públicos, verdadeiros palcos, onde devemos agregar valores para as nossas carreiras. Fique sempre atento a fotografias, comentários em momentos de extrema alegria, decepção ou intimidade. Por mais que não acredite, sempre tem alguém de olho em seu perfil, seja para o bem ou para o mal. Então é melhor trabalhar positivamente essas ferramentas para que elas tragam bons frutos e ajude ainda mais na caminhada rumo ao sucesso!

* Por Rodrigo Calvoso - Diretor de  Comunicação
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31/07/2012

PRÁTICO, SIMPLES E INTLIGENTE


Outro dia fui surpreendido pela notícia que um amigo meu, renomado diretor de uma empresa estatal, tinha se envolvido em uma confusão dentro de um estádio, sendo inclusive conduzido para um Juizado Especial Criminal. A confusão começou pelo mesmo motivo banal que começam diversas confusões em estádios pelo Brasil. Aquela idiotice de uns quererem assistir aos jogos em pé e outros sentados.

Assistir aos jogos de pé é um comportamento típico de alguns torcedores no mundo inteiro, mas claro que isso não pode ocorrer no mesmo lugar onde outros assistem sentados.

Evidentemente que se uma pessoa ficar em pé para assistir o jogo, todas ao redor também terão que ficar se quiserem ter uma boa visualização do gramado. O mais agravante é que além de assistir os jogos em pé ainda são permitidas as entradas de grandes bandeiras e instrumentos musicais, das torcidas organizadas, no mesmo setor destinado a pessoas sentadas. Não precisa ser um gênio para visualizar que essa diferença grotesca de comportamento sempre gera uma grande confusão nas arquibancadas.

Ou seja, um senhor que nada tem a ver com as torcidas organizadas vai ter que acabar ficando 90 minutos em pé para conseguir ver o jogo, ficando ele perto da torcida ou não, uma vez que a confusão é geral na arquibancada.

Como disse, assistir aos jogos em pé não é uma exclusividade nossa, as torcidas organizadas de muitos países do mundo também tem o mesmo comportamento. Mas então porque não existe confusão em outros estádios? A resposta é uma palavra chamada SETORIZAÇÃO. Resumindo: Lugares em pé, instrumentos musicais e grandes bandeiras somente são aceitos em um local determinado dentro do estádio. Essa prática é comumente adotada em grandes estádios da Europa evitando tumulto, falta de organização e que indivíduos fiquem em pé nas cadeiras, evitando a destruição das mesmas.

Aqui no Brasil a setorização também será adotada na Arena do Grêmio onde existe um comportamento peculiar nas comemorações dos gols (torcedores correm para frente dando o efeito de uma avalanche).

Uma prática simples e inteligente pode gerar muito mais conforto, organização e segurança nos jogos de futebol.

Vejam as ilustrações da futura Arena do Grêmio, com um espaço sem cadeiras atras do gol:





Lugares em pé em estádios da Europa:

Locais em pé somente atrás do gol nos jogos do Anderlech - Bélgica



Espaço para grande bandeiras e pessoas em pé apenas atrás do gol - Alemanha


* por Romulo Macedo - Diretor Executivo



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30/07/2012

NOVA ORDEM MUNDIAL DO FUTEBOL



Alguns anos atrás seria inimaginável sonhar com um campeonato brasileiro com astros como Diego Forlan, Seedorf, Neymar, Vagner Love, Ronaldinho Gaúcho, Fred, Deco, Thiago Neves e tantos outros que atualmente desfilam seu talento por gramados brasileiros. Só conseguimos isso graças ao fortalecimento econômico nacional e a crise que devasta a Europa.

Até bem pouco tempo um craque brasileiro mal despontava e já era contratado por um grande clube europeu, senão vejamos o exemplo de Alexandre Pato que disputou somente o Mundial Interclubes pelo Internacional, e, já arrumou as malas rumo a Milão. O pior é que nossos craques eram contratados a preço de banana, excessão feita a venda de Denílson para o Real Betis por 31,5 milhões de euros, e depois revendidos dentro da Europa por cifras estratosféricas. Dois motivos eram os mais apontados para determinar o cenário, o primeiro econômico, já que os clubes brasileiros não tinham condições de pagar bons salários e dependiam do dinheiro de vendas, portanto os europeus se aproveitavam desta fragilidade financeira para oferecer valores irrisórios, comparado ao que iriam lucrar no futuro, e o segundo social, a alegação/desculpa para se pagar pouco era que não se sabia se o brasileiro iria se adaptar na Europa, portanto, não se podia apostar muito alto.

O curioso é que o jogador brasileiro continua com a mesma fama de boêmio e problemático, porém atualmente se um clube europeu quer tirá-lo do Brasil, tem que pagar bem mais caro, como exemplo a recente contratação de Oscar pelo Chelsea por mais de 60 milhões de reais.

Um fato que evidencia bem este cenário é o de Kaká, negociado pelo São Paulo em 2003 por 8,5 milhões de euros e revendido ao Real Madri em 2009 por 65 milhões de euros. Além disso, se observarmos as planilhas abaixo
percebemos que os valores pagos por transferências dentro da Europa são infinitamente maiores as que envolvem o mercado nacional.

Atualmente, com a Europa em crise financeira e o Brasil crescendo economicamente, poucos clubes tem condições de tirar nossos melhores jogadores do país, pois conseguimos aproximar os salários aos pagos no velho continente e com isso elevamos as multas rescisórias dos contratos, dificultando assim a saída de craques como Neymar, Ganso e Leandro Damião e de quebra ainda conseguimos repatriar ídolos como Vagner Love, Fred dentre outros.

Outro exemplo que expõe a crise econômica europeia é que o valor total de contratações feitas neste mercado em 2009 (342,3 €$) é maior que em 2011(249,5€$). Por outro lado evidenciando a fragilidade econômica brasileira recente,observamos que dentre as 50 maiores transações envolvendo jogadores do país somente 8 foram feitas por clubes brasileiros.

Abaixo apresentamos algumas planilhas para ilustrar este post:
(Clique na imagem para ampliar)



*Por Mario Bini - Diretor de Novos Negócios
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28/07/2012

FALTA DE VERBA OU CRIATIVIDADE?


É muito comum para os profissionais que atuam na área de marketing (especialmente esportivo) escutarem de seus pretensos clientes: “estamos sem verba para implementar ações nesse sentido”. Entretanto, na visão de diversas grandes marcas, esse movimento de desenvolvimento de ações criativas é um caminho sem volta. O mais curioso é que em muitas vezes o custo da ação não representa nenhum estouro orçamentário para as mesmas, basta apenas que os empresários acreditem na iniciativa e "saiam da caixa", para assim terem suas marcas ainda mais próximas de seu público consumidor.

Com a chegada da Olimpíada de Londres é praticamente impossível não fazer uma associação da cidade com um dos seus personagens mais conhecidos no mundo, o jogador de futebol David Beckham, garoto propaganda da Adidas, que aproveitou a ocasião para por em prática a ação abaixo.


Trazendo para a nossa realidade será que nossos clubes não poderiam criar ações semelhantes? Ao contratar grandes jogadores os clubes assinam paralelamente contratos que permitem utiliza-los nessas atividades, só que muitas vezes sequer pensam em aciona-los nesse sentido e acabam acreditando que o ídolo custa muito caro e que a venda de jovens promessas é o investimento mais rentável (ou seria mais imediato?). Mesmo em dias de jogos, ações de interatividade com torcedores são muito comuns na Europa e na Ásia. Aqui, no país do futebol, agora que se inicia um movimento para se compreender que a atividades criativas fortalecem a marca e fidelizam os clientes.

Mesmo sendo um tanto quanto avançada (na visão latino americana) a iniciativa promovida pela mesma Adidas, em parceria com o Ajax da Holanda, mostra que com um pouco mais de criatividade, é possível também se valorizar os pontos de venda de seus produtos oficiais através de ações de marketing que, publicadas nas redes sociais, servem como disseminadores da ideia de valorização das marcas.



*por Rodrigo Calvoso - Diretor de Comunicação

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27/07/2012

MUITO MAIS QUE A BILHETERIA





Aqui no Brasil é comum traduzir receitas de matchday (dia do jogo) para receitas de bilheteria, o que na verdade é um equívoco e infelizmente é o pensamento da grande maioria dos clubes do país, principalmente aqueles que possuem estádios antigos ou não contam com um estádio próprio.

Esse fato acontece porque o clube não enxerga nenhuma outra receita no dia do jogo a não ser aquelas provenientes da venda de ingressos. Tal miopia faz com que a bilheteria seja super valorizada e utilizada como  a única forma de se ganhar dinheiro em uma partida, o que significa dizer que na cabeça de alguns dirigentes a equação funciona assim: o aumento do preço dos ingressos é igual ao aumento do valor arrecadado. Essa fórmula poderia até funcionar se o serviço oferecido ao torcedor não fosse de péssima qualidade e o preço dos ingressos não fossem exorbitantes.

A contabilidade dos dirigentes na grande maioria das vezes tem o efeito inverso, afastando os torcedores do estádio e consequentemente diminuindo o montante arrecadado pelo clube. Somado ao alto preço dos ingressos, falta de segurança e conforto nos estádios, devemos lembrar que o atual calendário nacional coloca as finais de grandes competições mundiais acontecendo paralelamente ao início do campeonato brasileiro, que não por acaso, hoje apresenta médias de público ridículas.

Aí que está a chave do negócio “receitas de matchday”, já que não depende apenas da verba oriunda de bilheteria e sim de um somatório de diversos rendimentos que o clube ganha quando realiza os jogos em determinado estádio (sendo ele proprietário ou não). Um clube administrado de forma eficiente ganha percentual de tudo dentro de um estádio, desde camarotes e publicidades, passando por estacionamentos, lojas licenciadas, barracas de pipoca, etc... Afinal de contas o jogo de determinado time é a razão de existir todas essas receitas. As pessoas só compram os camarotes, as empresas pagam pela publicidade e as pessoas gastam o seu dinheiro porque determinada equipe manda os seus jogos naquele estádio. 

Para que essas receitas sejam maximizadas, é fundamental também dar oportunidade para que o torcedor/consumidor possa gastar o seu dinheiro no estádio. Bares e restaurantes de qualidade e sem filas, lojas de produtos licenciados, estacionamentos bem organizados e muito mais...

Portanto, podemos concluir que com a proximidade da inauguração de moderníssimos estádios os clubes inteligentes irão faturar muito mais no chamado dia do jogo, seja ele com uma exploração eficiente dos seus próprios estádios ou assinando contratos justos para jogarem em arenas de terceiros.

A equação correta para jogos de futebol é: preços justos, dando oportunidades para o torcedor/consumidor gastar, resulta em mais público nos jogos e muito mais receitas nos cofres.

* por Romulo Macedo - Diretor Executivo
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04/06/2012

GOL DE PLACA PELO PLANETA

Sabe aquela propaganda chata que diz o que você deve ou não deve fazer pelo planeta? Pois bem, sabendo que o efeito dessas propagandas é quase nulo é que surgiu a idéia do Green Nation Fest. Um evento que ensina maneiras de preservação do meio ambiente de uma forma lúdica, criativa, animada e inteligente. Através de experiências sensoriais os visitantes poderão se conscientizar que devem cuidar do nosso planeta Terra.

Mas o que isso tem em relação ao esporte? É que o Green Nation Fest teve uma ótima sacada, resolveu juntar o futebol com a sustentabilidade ambiental para dar o seu recado, mostrando assim que a união de todos poderá ajudar na preservação do planeta. Em parceria com os clubes: Fluminense, Flamengo, Vasco, Botafogo e Federação de Futebol - FERJ, foi criado o espaço GOL DE BICICLETA. São 8 bicicletas, feitas de garrafas pet recicladas, que a cada pedalada geram energia. Essa energia gerada abastece outras atrações do evento.

Para animar ainda mais o espaço GOL DE BICICLETA o participante pode escolher qual dos 4 clubes quer defender e a cada 0.5watt de energia gerado ele marca um gol para o seu time coração, que é simbolizado com um video de um gol de verdade em um grande telão. Os clubes ainda doaram brindes e camisas oficiais que estão sendo sorteados entre os participantes dessa grande brincadeira ecológica. Uma maneira inovadora e sadia de atrair a paixão pelo futebol para dar um recado tão importante para a população.

O Green Nation Fest vai até o dia 07.06, na Quinta da Boa Vista, RJ, das 8:00h às 17:00h com entrada franca.
Gisele Bundchen comemorando o gol.


 Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira

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