28/04/2010

TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA


Depois de mais um tumulto envolvendo a venda de ingressos, o Ministério Público do Rio de Janeiro entregou ontem aos clubes cariocas, a SUDERJ - Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro; FFERJ – Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e as empresas BWA e IngressoMais, a minuta de um TAC - Termo de Ajustamento de Conduta, que tem como objetivo melhorar a venda de ingressos e o acesso dos torcedores ao estádio.
Tenho a honra de ter trabalhado como consultor na confecção desse TAC,  creio que se todas as medidas forem adotadas, não veremos mais confusões e tumultos nas vendas de ingressos bem como na entrada dos estádios do Rio de Janeiro.
Seguindo normas internacionais, o TAC é muito detalhista, com preocupações que vão desde todo o processo de venda, número de roletas por setor, tipo e informações que devem constar no ingresso, sinalização, número máximo de ingressos por guichês, número de pontos de venda, organização da entrada, etc...
Vale destacar alguns pontos:
  • Deverá existir um ponto de venda no Centro da cidade do Rio de Janeiro.
  • Os pontos de venda deverão funcionar 8 horas por dia, obrigatoriamente fechando às 20h.
  • A cada 250 ingressos disponibilizados para a venda por dia, deverá haver um novo guichê, ou seja, se em determinado ponto forem disponibilizados 2500 ingressos para serem vendidos por dia, deverão existir 10 guichês atuando de forma independente.
  • Obrigatoriedade de venda de ingressos pela internet e telefone, sem a cobrança de taxas abusivas, podendo o torcedor escolher em receber o ingresso em casa ou retirar em qualquer ponto de venda.
  • O sistema de informática não poderá parar de funcionar por mais de 15 minutos por dia, individual e coletivamente considerados. 
  • As roletas deverão ser capaz de possibilitar a entrada de no mínimo 660 pessoas por hora, cada setor deve ter o número proporcional de roletas.
  • Todas as roletas deverão possuir sistema informatizado que permitam a apuração,  em tempo real,  da quantidade de pessoas que já entraram.
  • Todas as roletas e sistemas de informática deverão ser testados 24 horas antes dos jogos.
  • Os estádios deverão possuir acessos e roletas para que sejam capazes de completar a sua lotação em 1 hora, com tranquilidade.
  • Em cada setor do estádio deverá haver entradas exclusivas e essas entradas deverão ser fechadas assim que completarem a sua lotação.
  • O entorno do estádio deverá ser muito bem sinalizado, com mapas informando as entradas e as bilheterias.
Certamente o TAC será benéfico para todos. Os torcedores, finalmente, poderão comprar com tranquilidade  seus ingressos, sejam eles pela internet, telefone ou bilheterias sem filas.
Os acessos às entradas nos estádios serão muito mais tranquilos e seguros, evitando tumultos e grandes filas. 
Os clubes oferecerão um serviço de qualidade muito superior o que atrairá, seguramente, mais público aos jogos e consequentemente mais renda. 
As empresas responsáveis pela venda de ingressos, poderão fazer operações com custos muito mais baixos (internet e telefone) e seus nomes deixarão de estampar as manchetes a cada nova confusão.
Se todos entenderem desta forma, quem saí ganhando é o futebol carioca.
Fiquem a vontade para tirarem as suas dúvidas.


foto - globoesporte.com
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27/04/2010

PARABÉNS PACAEMBU

O Estádio do Pacaembu completa hoje 70 anos, mas já pensa no futuro. A prefeitura de São Paulo lançou um projeto de modernização. Além de uma ampla reforma, será construído um grande estacionamento, uma cobertura para as arquibancadas, camarotes e restaurantes.
Assista o vídeo do projeto.

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15/04/2010

INGRESSO DE VERDADE


A FIFA apresentou na última semana os ingressos para a Copa do Mundo de 2010. O ingresso é bem simples, mas possui todos os itens necessários para uma boa gestão do estádio e respeito ao torcedor.
Na África não existirão mais as velhas roletas, onde é necessário enfiar o ingresso, tornando o travamento constante. Todos os estádios terão roletas com o sistema de aproximação, ou seja, basta aproximar o bilhete no leitor que a roleta é liberada. Logo a frente, um orientador recolherá o canhoto do ingresso que permitirá ser feito uma verificação dupla de quantas pessoas passaram pelas roletas.
Todos os ingressos terão, de maneira bem visível, o nome do torcedor, o nome do estádio, o número do jogo, a data e hora da partida, o preço, a categoria do assento, o número e a fila do assento, a entrada específica daquele ingresso e, para facilitar ainda mais, existe um desenho/mapa do estádio mostrando a indicação do local na qual o bilhete dá acesso.
Para facilitar a localização dos seus lugares, os torcedores que forem aos jogos encontrarão um sistema de identificação bem eficiente. Todos os estádios foram divididos igualmente com as mesmas cores. Desta forma, placas, mapas, informativos e toda a sinalização seguirão esse padrão de cores e o torcedor que for a qualquer estádio, no país, saberá rapidamente como identificar a posição do seu assento através das cores amarela, azul, verde ou vermelho.
Para impedir a falsificação, os ingressos contam com códigos de barras, um holograma e marcas d`água impossíveis de serem copiadas ou escaneadas. Isso dificulta muito a ação dos falsificadores e permite uma rápida identificação da autenticidade, não precisando o torcedor chegar até a roleta para perceber que comprou gato por lebre.

Na parte posterior do ingresso estarão escritas todas as determinações e proibições em relação aos jogos da Copa do Mundo.

Podemos perceber que esses ingressos são muito diferentes dos utilizados nos estádios do Brasil. Quando será que toda essa “modernidade” chegará ao nosso país?
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12/04/2010

A GRAMA DO VIZINHO

O grande vilão desse final de semana no futebol inglês foi o gramado do estádio Wembley, onde ocorreram as semi-finais da Copa da Inglaterra - FA CUP. Quem asssistiu os jogos pode perceber a dificuldade que os atletas tinham em se manter de pé.
O gramado acabou dando uma ajudinha para a equipe do Portsmouth que marcou um gol após um escorregão do zagueiro adversário quando tentava impedir o chute do atacante Piquionne.
O antigo Wembley que era conhecido por ter um dos melhores gramados do mundo não deixou nem essa herança para o novo. A condição do gramado do novo estádio é um problema crônico. Desde a sua inauguração, em 2007, a grama já foi plantada 10 vezes.
*****
A FIFA também está preocupada com a condição dos gramados Sul Africanos. Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, será utilizado um gramado misto. Na verdade o sistema desenvolvido pela empresa Desso Grass é uma mistura de grama natural com sintética.
O Desso GrassMaster System é composto de um gramado 100% natural adicionado de 20 milhões de fibras de gramas artificial. As fibras artificiais se entrelaçam com as naturais, servindo como uma ancora para segurar e dar estabilidade ao gramado.
O sistema será instalado, ainda esse mês, nos estádios Nelspruit (Mbombela) e Polokwane (Peter Mokoba) que estão com muitas dificuldades no plantio dos seus gramados.
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Com as arquibancadas cada vez mais perto do campo e coberturas sobre o gramado, é muito comum encontrarmos novos estádios com dificuldades de circulação de ventos e entradas de luz natural, tornando o crescimento da grama uma misão quase impossível.
Espero que os mesmos erros não se repitam aqui no Brasil.
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09/04/2010

SOLIDARIEDADE PELO RIO

O Clube dos 13, associação dos 20 maiores times do país, lançou uma campanha, muito legal, para ajudar as vítimas das enchentes no estado do Rio de Janerio. A campanha chamada de “Futebol pelo Rio” pede que os torcedores de todo Brasil que forem aos estádios levem alimentos não perecíveis, água potável, colchonetes, cobertores e roupas.Todas as doações serão enviadas as pessoas necessitadas. 
O São Paulo Futebol Clube também está recebendo doações no portão 01 do estádio do Morumbi, das 8 às 18h até domingo dia 11 de abril.
No meio de tanta tragédia a sua ajuda será fundamental.

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07/04/2010

PASSA A BORRACHA


Saindo um pouco da esfera futebolistica, vou falar de um outro esporte também encantador, o basquete. É realmente louvável o esforço que a Liga Nacional de Basquete - LNB está fazendo para resgatar o basquete brasileiro que viveu anos de abandono. O sucesso do campeonato nacional - NBB também é inegável.
Tudo corria muito bem com a Liga, até que eles resolveram criar um torneio entre times brasileiros e argentinos - Torneio Interligas. A competição que estava marcada para o Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, foi transferida para o o ginásio da ASCEB, devido a ameaça das equipes argentinas de não entrarem em quadra em razão do péssimo piso emborrachado do Nilson Nelson.
O piso feito de placas de borracha, utilizado em Brasília, é um problema antigo, todas as equipes do Brasil reclamam, as placas correm o risco de se levantarem e causarem sérias lesões nos atletas, o piso é muito duro forçando em demasia as articulações dos jogadores, as marcações feitas em fita adesiva constantemente mudam de posição, o quique da bola também é muito diferente, etc.
Mas é exatamente ai que mora o problema. Porque então esse piso, problemático e obsoleto, foi usado na final do NBB de 2009? Porque ele ainda foi usado no último domingo no jogo entre as duas principais equipes do Brasil? Será que o piso só não é bom para jogos internacionais, mas para as principais partidas do país ele é bom? Se uma equipe brasileira se recusar entrar em quadra, a partida também será transferida?
O problema é ainda maior, pois o regulamento da NBB não permite a utilização de tal piso e o regulamento vem sendo solenemente ignorado. Se nada for feito, muito provavelmente o Ginásio Nilson Nelson e seu piso emborrachado serão utilizados mais uma vez nas finais do NBB deste ano.
“V. Das responsabilidades das equipes participantes 
18.Das arenas de jogos 
n. As quadras de jogo deverão apresentar piso de madeira, 
   obrigatoriamente flutuante, sem qualquer saliência que possa 
   representar perigo à incolumidade física dos atletas, como pontas 
   de pregos, farpas de madeira, buracos ou ondulações. 
o. O piso da quadra não pode ter cor escura e as linhas demarcatórias 
   devem ser firmes e facilmente visíveis, respeitadas todas as 
   especificações da FIBA. “   
                                                       (regulamento NBB: 2009 -2010)
Para coroar isso tudo, o pequeno Ginásio da ASCEB, para onde os jogos do Torneio Interligas foi transferido, sofre com o mesmo problema de diversos ginásios do país e a primeira partida não pode ser finalizada devido a existência de diversas goteiras que molhavam a quadra.
Tomara que os dirigentes da Liga Nacional de Basquete se mostrem competentes mais uma vez, aprendam com os erros, façam valer o regulamento da competição e prestem muito mais atenção para as condições dos ginásios e arenas onde os jogos ocorrem. 
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30/03/2010

CLUBE DOS 30


O Avaí Futebol Clube marcou um gol de placa em seu estádio, a Ressacada. Na semana passada a diretoria do clube lançou o Clube dos 30. Um projeto inovador nos estádios brasileiros que promete trazer o consumidor corporativo para os jogos da equipe de Santa Catarina.
O Clube dos 30, consiste em uma área, de 200m², preparada para se fazer negócios e curtir os jogos de uma maneira diferente. Em um lounge bonito e moderno, com banheiros, bares, poltronas, TVs, etc., os empresários poderão levar seus clientes e outras empresas para fechar grandes acordos enquanto assistem as jogadas de Sávio e Cia.
As 30 empresas cotistas terão direito:
  • 10 (dez) poltronas personalizadas, mais 4 (quatro) credenciais;
  • 02 (duas) vagas no estacionamento;
  • Placa com a logo dos 30 parceiros nas principais áreas do estádio da Ressacada;
  • Direito de uso da marca “Clube dos 30”;
  • Banner no portal Avaí
  • 01 (uma) placa (6m X 1m) no CFA (Centro de Formação de Atletas)
Como sabemos que esse tipo de espaço é responsável por 40% das receitas de matchday dos estádios ingleses (post: MATCHDAY). Tenho certeza que o Clube dos 30 irá gerar muito boas receitas para o Avaí Futebol Clube
Saiba mais sobre o Clube dos 30 no vídeo.
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24/03/2010

COUTO PEREIRA ALEMÃO



Essas cenas acima ocorreram no último dia 13/03/10, ao final da partida entre Hertha Berlim e Nurenberg, exatamente no Estádio Olímpico de Berlim, palco da grande final da última Copa do Mundo.
Membros da facção organizada Ultra, enfurecidos com a última colocação na tabela do time de Berlim, resolveram invadir o campo, em uma simples demonstração de agressividade. Armados com barras de ferros e pedaços de pau, dezenas de pessoas proporcionaram cenas grotescas de destruição gratuita.
Os comissários de campo impotentes diante de tal demonstração de agressividade, recuaram permitindo que a invasão ocorresse. Ao invés de irem para uma situação de confronto os comissários correram para proteger a entrada dos vestiários, enquanto esperavam que a tropa de choque da polícia chegasse e expulsasse as pessoas da área do campo.
No final do incidente 4 polícias ficaram feridos, 25 pessoas foram presas, 23 pessoas foram banidas de todos os estádios do país e muitas serão processadas por vandalismo. A polícia local está analisando as imagens para tentar identificar todos que participaram da invasão e promete que todas também serão banidas dos estádios e processadas.
O Hertha Berlim foi punido com uma multa de €50.000,00 e somente poderá vender 25.000 ingressos (a capacidade total do estádio é de 74.200) para o próximo jogo em casa.
As imagens lembram muito a invasão ocorrida no Estádio do Coritiba, Couto Pereira e mais uma vez provam que problemas de vandalismo ocorrem tanto aqui quanto na Europa. Mas é muito importante se destacar, que lá na Alemanha, o reforço policial chegou em menos de dois minutos, nenhuma bala de borracha foi disparada, ninguém ficou gravemente ferido, os comissários ao invés de enfrentarem os invasores, fato que poderia gerar uma confusão generalizada, correram para proteger os jogadores e os árbitros e as punições aos baderneiros já começaram a ser aplicadas (25 presos e 23 banidos, por enquanto).

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19/03/2010

A ROLETA FICOU RUSSA


A Secretaria de Turismo Esporte e Lazer do Estado do Rio de Janeiro,  responsável pela a administração do Maracanã, deu um ultimato definitivo aos clubes Flamengo, Fluminense e Vasco, para que a estes se entendam com a empresa BWA, que hoje é encarregada pela confecção, venda e controle de entradas desses clubes, para esta parar, imediatamente, de operar no estádio do Maracanã.
A gota d`água para tal atitude, foi o fato ocorrido no último final de semana, no jogo entre Flamengo e Vasco. Das 103 roletas existente para entrada do público, apenas 15 funcionaram (5 do lado do Vasco e 10 do lado do Flamengo). O público presente no estádio foi de 37.104  pessoas e houve grandes tumultos na entrada. Imaginem o que teria acontecido se não tivesse chovido no domingo e tivessem comparecidos mais de 60.000 torcedores no estádio?
Depois de muitas promessas não cumpridas e confusões geradas pelo péssimo serviço da empresa, a Secretaria que não aguenta mais, bateu o pé. As próximas partidas pelo campeonato estadual do Rio já foram transferidas para outras praças. As finas do estadual e o restante da Copa Libertadores e Copa do Brasil correm um grande risco de serem disputados no Estádio Olímpico João Havelange ou no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.
Os torcedores a princípio podem até não estar gostando dessa atitude, mas pela primeira vez vemos que no Maracanã tem alguém que se preocupa com o torcedor. A atitude drástica teve que ser tomada, porque os clubes, que são os verdadeiros responsáveis por toda esta situação, pois  possuem contratos assinados com a BWA, sempre empurram os assuntos com a barriga e se isentam de qualquer culpa. Nunca tomaram nenhuma providência e ignoraram, solenemente, a qualidade dos serviços prestados aos seus torcedores.
Não é de hoje que vemos tumultos nas vendas de ingressos, reclamações com relação aos pontos de venda e sobre a comercialização via internet, isso sem falar nas constantes confusões e filas quilométricas nas entradas do estádio, devido ao mau funcionamento das roletas (falei sobre a confusão na entrada do jogo Flamengo e Grêmio no post DESCASO "HEXAGERADO").
Quando esses tumultos ocorrem, a culpa sempre recai sobre o estádio, mesmo quando esse não é o responsável direto. Na Europa, tive a oportunidade de conversar com gestores de grandes estádios e estes me informaram que prestam treinamentos constantes até para os funcionários das empresas tercerizadas. Afinal de contas, a preocupação com a jornada do torcedor é fundamental para que a experiência de ir a um evento esportivo seja inesquecível nas suas vidas.
Espero que dessa vez a Secretaria não volte a atrás e se mantenha firme na sua posição, pelo bem do torcedor. Mas uma vez é de se lamentar que tal atitude não veio dos clubes, que, a cada dia que passa, dão mais provas de que não se importam, nem um pouco, com seus torcedores.

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16/03/2010

OS MESMOS PROBLEMAS

Imaginem vocês um lugar onde os estádios são antigos, inseguros, sujos, as áreas corporativas e de hospitalidade são muito mal trabalhadas e as brigas entre “torcidas” organizadas são constantes. É lógico que estamos falando do Brasil,  pois errou, estamos falando da Itália e esses são os problemas que mais afugentam os torcedores italianos dos seus estádios. Temos aí uma prova cabal de que a presença de craques de primeira grandeza mundial e um campeonato competitivo, não são suficientes para atrair público para assistir os jogos ao vivo.
Os times italianos, apesar de serem considerados gigantes mundiais, apresentam ganhos muito baixo advindos dos seus estádios, o que prejudica muito o total de arrecadação. Os melhores clubes da Itália aparecem somente na oitava, nona e décima posições na lista dos 20 clubes com maior faturamento do mundo na temporada 2008/2009, em um estudo anual publicado pela Delloite. De acordo com a publicação, se os clubes italianos não melhorarem urgentemente as receitas de matchday (oriundas dos estádios nos dias de jogos), eles terão dificuldades de se manterem na lista dos maiores do mundo.
Para efeito de comparação o Newcastle United, que foi rebaixado na temporada 2008/2009, faturou em receitas de matchday €34 milhões, ficando a frente de todos os clubes italianos, que apresentaram os seguintes faturamento: AC Milan €33,4 milhões; Internazionale €28,2 milhões; AS Roma €18,8 e Juventus €16,7 milhões (vide post: MATCHDAY, onde falei sobre o bom desempenho dos clubes ingleses). 
Outro grande problema que se assemelha aos nossos, diz respeito a baixa taxa de ocupação dos estádios italianos. Na lista da Delloite, os italianos aparecem com os piores resultados também nesse quesito.
Os clubes da Itália jogam as principais competições do continente e tem grandes jogadores, mas por não trabalharem bem os seus estádios sofrem com as baixas médias de público. Gigantes como Roma, Milan e Internazionale obtiveram taxas de ocupação dos seus estádios de apenas 50%, 52% e 66% respectivamente, na temporada 2009/2010 (análise feita até 20 de janeiro de 2010).
Mas os italianos já estão se mexendo. A Juventus está construindo um novo estádio, com previsão de inauguração em 2011 (post: DESIGN ITALIANO), a Roma, Fiorentina e até a Internazionale, que joga no mítico Giuseppe Meazza, tem projetos de construção de novos estádios. A federação de futebol do país, depois de ter perdido a disputa para sediar a Euro 2012 para Ucrânia-Polónia, já oficializou a candidatura para receber a Euro 2016. A competição servirá principalmente para reformar os estádios do país, como declarou o presidente de federação, Giancarlo Abete: “A Euro 2016 representa uma oportunidade histórica para transformar a qualidade, segurança e ambiência dos estádios italianos.”
Como podemos perceber, os problemas dos estádios italianos são muito parecidos com os nossos, mas lá esses problemas já foram detectados e vemos que eles caminham para a transformação. Quando será que os gestores do nosso futebol vão perceber a importância dos estádios? Mas uma vez volta a reflexão do post anterior. Será que uma gestão profissional e específica para os estádios não poderia vir a ser a salvação do futebol brasileiro? 



Foto do banheiro do estádio Giuseppe Meazza, onde jogam AC Milan e Internazionale.
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